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Varizes e Tratamentos

As varizes afetam mulheres e também os homens e além do incômodo também provocam dor e outros problemas. Nos países industrializados, 30% das mulheres e 10% dos homens procuram médicos devido a sinais e sintomas venosos nas pernas. Sensação de peso, cansaço e inchaço nas pernas podem ser os primeiros sintomas. Fatores importantes como hereditariedade, excesso de peso e profissões que exigem longos períodos em pé ou sentado, podem aumentar o risco de varizes.Ter conhecimento geral sobre doenças venosas crônicas, informações sobre os tratamentos possíveis e respeitar algumas orientações de saúde são os primeiros passos para ter pernas saudáveis.

Hoje existem diversos tipos de tratamento e um deles é o CLaCS (crio laser e crio escleroterapia) que combina duas técnicas: a ação do laser com a criosescleroterapia oferecendo um resultado mais eficiente. A diferença entre escleroterapia comum e CLaCS é que na escleroterapia comum é usada uma única técnica para conseguir o efeito. Utiliza-se apenas uma ação química para destruir o vaso varicoso: um líquido injetado para provocar uma irritação na parede da veia provocando uma destruição e absorção pelo organismo.

Já o CLaCS associa uma escleroterapia que pode ser utilizada tanto da forma gelada como convencional (sem o líquido estar gelado), além da ação do laser. Dessa forma conseguimos potencializar o efeito utilizando o CLaCS tanto para micro varizes (que ocorrem em veias capilares) quanto para aquelas veias nutridoras, ampliando assim o campo de ação do mecanismo. A técnica pode ser utilizada em diversos tipos de veias como: veias capilares, que são mais fininhas e avermelhadas e veias arroxeadas, que são consideradas veias nutridoras e que tem o diâmetro um pouquinho maior, que normalmente seriam tratadas com cirurgia.

Pacientes que tenham alergia a qualquer tipo de líquido utilizado na escleroterapia não devem fazer o procedimento, assim como pacientes em estados infecciosos e imunodeprimidos e estados infecciosos ativos. O Clacs não exige a realização de nenhum exame, mas é importante que o médico conheça todo o histórico do paciente de forma detalhada, além de fazer um minucioso exame físico.

Ricardo Brizzi – Angiologista e Cirurgião Vascular. Fez residência médica em cirurgia vascular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período de 1993 a 1996. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em São Paulo, trabalhou no serviço público no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular dos Hospitais Badim, Israelita e Norte D’Or.

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